Literatura

S. Bernardo: o retrato de um capitalismo que chega ao Nordeste

São Bernardo é uma intensa viagem pelo reestabelecimento da sanidade de um narrador-personagem, sobre culpa, dúvida e ciúmes dentro de uma lógica de ascensão e queda capitalista

No posfácio da 78° edição de “Vidas Secas” da editora Record, Álvaro Lins levanta uma importante questão sobre Graciliano Ramos: se existem homens que explicam sua obra, no caso de Graciliano é o contrário, é o homem em sua essência que é investigado por meio da obra que o projeta. Assim, para o autor Graciliano coloca em evidência uma investigação psicológica de seus personagens, onde toda a narrativa caminha em função de um protagonista.

Em S. Bernardo (2019, 109ª Edição) não é diferente, considerada uma das mais importantes obras do movimento modernista brasileiro, a narrativa carrega em seu núcleo questões do regime latifundiário e de conflitos da região do Nordeste, no qual seu protagonista, Paulo Honório, é representante máximo de um capitalismo selvagem que tudo reifica e que não medirá esforços para possuir uma fazenda que tanto almeja.

A obra não tem uma marcação clara do período em que se passa e de por quanto tempo a narrativa se desenvolve. No entanto, é possível identificar, devido às questões abordadas e de como os personagens são desenvolvidos, que toda a narrativa levanta um debate que se passa no início do século XX, em que processos de industrialização do campo — oriundos da revolução industrial — vão substituindo os processos de produção rural remanescentes do império e da república velha.

Esse embate, vai sendo construído principalmente pela imagem de três personagens: seu Ribeiro, homem de idade avançada que tem saudade do tempo do império e que para o protagonista representa um atraso à modernidade; seu Mendonça, fazendeiro da região ligado ainda a práticas de voto de cabresto que foram usadas como forma de controle social e político em regiões interioranas do Brasil durante a república velha e por último o próprio protagonista: Paulo Honório, que a todo custo quer modernizar a fazenda S. Bernardo para que a mesma produza mais e gere mais ganhos.

A construção do romance que vai amarrando a rememoração do seu narrador-personagem à metáfora do interior de Alagoas como um acesso aos porões da memória daquele protagonista que se vê cheio de culpa, dúvida e ciúmes após e durante sua ascensão e decadência monetária na cidade de Viçosa, evidencia os problemas do processo de reificação oriundos do sistema capitalista. Paulo Honório seria assim o elemento novo que chega para trazer modernidade, estradas, escola, igreja, luz elétrica; é o capital que chega subalternizando a mão de obra e os moradores da localidade, em que as pessoas fazem-se coisas para servir ao propósito de enriquecimento do protagonista.

Paulo Honório sentado e Madalena costurando, cena do filme S.Bernardo
Imagem da adaptação cinematográfica do romance S. Bernardo. O filme que é um clássico do cinema novo e conta com direção de Leon Hirszman e trilha sonora de Caetano Veloso é uma ótima e bem executada adaptação

Levando em conta esses processos de modernização que chegam ao Nordeste brasileiro para mudar a forma de produção e manejo rural, como é possível compreender a degradação psicológica desse personagem? Talvez os conceitos literários de cena e sumário narrativo que são tão bem utilizados por Graciliano Ramos nesta obra podem dar dicas.

A conceptualização de cena e sumário ajuda a explicitar como cada ação surge de Paulo Honório, ações essas por sua vez que motivam nosso narrador a continuar a história e agir sob o mundo que ele mesmo fabrica como capitalista voraz, além de que nos leva a compreender a marcação de tempo da narrativa que ao ler o romance é possível ver que ela segue uma lógica cronológica, mas sem a marcação de horas ou de tempo decorrente com relação a dias, mês e ano, e que para além disso cria um efeito sensorial de percepção do tempo de forma psicológica, em que o experienciado varia de leitor para leitor diante da empatia para com o narrador-personagem.

Assim, à luz do ensaio de João Luiz Lafetá, “O Mundo à Revelia (1985)” e dos conceitos anteriores mencionados, é possível investigar como se dá a relação de Paulo Honório com o mundo que o cerca, o seu processo de coisificação e de suas ações manipuladoras em nome da conquista daquilo que busca. Como um rolo compressor o narrador converge todos os pontos da história em razão de um objetivo comum que é possuir a fazenda S. Bernardo e com ela fazer dinheiro, esse processo tendo como plano de fundo uma profunda mudança política e social no Nordeste agrário, é trazido por Graciliano Ramos junto a uma “intensa viagem” pelo reestabelecimento da sanidade de nosso narrador personagem, que após a morte de Madalena, sua esposa, passa por um intenso processo de culpabilização que vai aos poucos o levando a loucura.

Tairam Carlos Soares da Silva em sua tese de doutorado, “Reificação e resistência no romance S. Bernardo, de Graciliano Ramos (2021)“, aponta no sentido de que as ações do protagonista são diretamente relacionadas à materialização da imagem pretendida na narrativa, assim a animalização a que Paulo Honório recorre em sua enunciação é uma forma de subalternizar os sujeitos que o cercam, entende-se por seu projeto de dominação e alienação esse conceito de reificação que é amplamente discutido por Georg Lukács, no livro “História e Consciência de Classe (2003)“, em que a reificação é a consequência de relações sociais fetichizadas, no mundo das mercadorias, através das quais o homem adquire um olhar quantificador sobre quase tudo.

A reificação como um conceito e fenômeno especifico do sistema capitalista moderno, trata-se para Lukács como um desenvolvimento lógico e histórico da alienação e do fetichismo da mercadoria, em que a elaboração temática da alienação passando pelo fetichismo, culmina na incubação da reificação como uma nova configuração histórica de análise social. Assim, segundo defende Lukács o fetichismo da mercadoria seria um fenômeno característico da sociedade capitalista:

A reificação fixada como um fenômeno do sistema capitalista e tendo significante papel na divisão social do trabalho que teve uma reviravolta no início do século XX, devido principalmente a crise de vinte e nove, evidencia que no modo de produção moderno o homem perde o controle sobre as coisas e que, portanto, estas passam a controlar os homens, que se tornam eles próprios, meros objetos.

A narrativa de “S. Bernardo” começa quando a vida de Madalena termina, é desse baque psicológico que desperta Paulo Honório:

Com esses pensamentos Paulo mostra as consequências de sua alienação. Parte final do livro que na verdade está intrinsicamente ligada ao contexto do início do romance, em que após o despertar de sua alienação, ele parte em busca de compreender o que se passara na sua vida e porque ao final da narrativa chegou a tal grau de decadência finaceira e fragmentação psicológica. Em busca de respostas Paulo Honório então tem a ideia de produzir, primeiro, por meio de uma divisão de trabalhos, uma bibliografia em que vai investigar suas memórias em que diante de tal grau de degradação, ele mesmo se considera como um animal.

Após essa primeira tentativa não dar certo, ele mesmo, aos poucos vai produzindo o seu livro. Criando assim, um interessante efeito de narrador-personagem-autor. Com essa investigação do protagonista, vamos tendo visão de como esse conceito de reificação perpassa todo o texto de “S. Bernardo“. Após Paulo Honório conseguir o que almejava, se torna membro da classe dominante oligárquica da época e como tal, reproduz as relações sociais desta classe, em que o desejo de posse e o sentimento de propriedade prevalecem.

Nesse processo, o protagonista encontra-se no topo e todos os demais personagens da narrativa vão sendo colocados como base desse ego, servindo unicamente para que Paulo alcance seus objetivos. Assim, ele compra críticos de jornais para que falem bem dele; vai inserindo personagens na narrativa de forma apressada e sem caracterização, simplesmente para ir avançando a história; vai se valendo de um discurso, marcadamente manipulador e persuasivo, com constantes repressões, atingindo um autoritarismo sem contestação, em que explora e domina pessoas, os colocando não como funcionários assalariados, mas sim, como objetos de sua propriedade que devem produzir ganhos como os animais.

Uma das exemplificações que caracteriza essa reificação ao longo do romance é o ciúme doentio que Paulo Honório sente por Madalena. Paulo tenta, sem sucesso, colocar Madalena nesse mesmo processo de subalternidade, em uma incessante tentativa de calá-la e de fazer com que ela esqueça os ideais marxistas que ele tanto abomina.

Esse conceito de reificação está também intrinsicamente ligado ao ensaio escrito por Gayatri Spivak, “Pode o Subalterno falar? (2014)”. Assim, podemos fazer um contraste com Paulo em que ele se mostra como um rolo compressor passando por cima de tudo e todos e se colocando em posição superior. Ele não abre espaço para diálogos e entende tudo ao seu modo e sob sua perspectiva, ele se mostra como uma personificação do sistema capitalista que oprime e subjuga os que estão em posição de inferioridade. Madalena que casa com ele sem conhecer esse processo de domínio do marido, acaba não aceitando tal situação, alerta Paulo a procurar entender e escutar os subalternos que ali habitam. Padilha, professor e antigo herdeiro da fazenda, também não consegue causar uma revolução na fazenda, e seu final é um tanto interessante de ler e conhecer, sua posição também implica na fragmentação psicológica de Paulo.

Essas condições de subalternidade afloram ao longo de todo o texto, seja na oposição entre os ideais capitalistas e marxistas, entre o masculino e feminino, o dono de propriedade e seus empregados, na condição de alfabetizados e analfabetos. Dentro desse contexto podemos entender que o próprio protagonista antes de se colocar ao empenho de produzir sua narrativa era subalterno ao sistema que o produziu e que esse por sua vez reproduziu.

Assim como em um jogo, em que as ações da narrativa dão vida ao personagem e o personagem dá vida as ações da narrativa, o capital produziu Paulo Honório e a ambição de Paulo reproduziu o capital, em um lógica que não se sabe mais o que veio antes e depois, o que acontece é que o protagonista toma ciência de tal efeito já de forma tardia e em busca de dar sentido para tudo aquilo resolve exercer o direito de voz do subalterno. Ele vai então tentar explicitar suas experiências ao longo do tempo da infância até à ascensão capitalista, para chegar depois na derrocada de sua fazenda que no final do livro é concomitante com a eclosão da revolução de trinta, essa com base em ideais marxistas e com uma classe de formação que se pretende de forma homogênea dar voz aos subalternos da velha república.

Outro traço marcante e característico da obra, é a linguagem informal com que foi escrito. Próximo da linguagem oral da época e região em que foi elaborado, Graciliano Ramos optou por escrever a narração de Paulo Honório com as palavras de Paulo Honório, sem formalidade excessiva, ou linguagem culta. Linguagem essa que o narrador relata já no início do romance rejeitar para sua obra: “Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço. Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma!” (p. 9), assim Graciliano rejeita para o seu texto, da mesma forma que o protagonista rejeita para o seu, o que chamou de língua de Camões e vai em busca de um linguajar que explicite a comunidade de fala em que se passa o romance.

Essa característica de escrita é determinante na tentativa de criar um certo efeito de narrativa em moldura, em que existe um autor dentro da história que é escrita, rememorando assim sua própria história. Esse autor é o narrador-personagem que é também o nosso protagonista e principal actante da narrativa, ou seja, é através de suas ações e do seu querer fazer que a narrativa avança.

Esse narrador-personagem, ora personagem-narrador, compõe o seu livro fazendo uso de dois conceitos que são lembrados por João Luiz Lafetá, em seu ensaio “O mundo à revelia” sumário narrativo e cena, em que quando o autor quer introduzir uma gama muito grande de personagens e informações opta pela utilização do sumário — dentro dessa possibilidade estilística de escrita o tempo passa de uma forma muito mais condensada e com um volume de informações grande, porém menos explicitadas ou explicadas — já quando o autor quer justificar, ações, paisagens, ou caracterizações de personagens faz uso da cena, sendo essa bem mais descritiva e mostrando uma ação do personagem narrador.

Na cena a estrutura do tempo e do lugar são bem mais explícitas, assim essa junção entre cena e sumário, dão vida e ação ao personagem que como constata Lafetá nos dois primeiros capítulos do romance, faz com que Paulo Honório nasça de cada ato e que cada ato por sua vez nasça de Paulo Honório. “Nós o vemos através das ações; mas, por outro lado, é ele quem deflagra todas as ações” (LAFETÁ, 1985). Para o autor é essa interação entre o ser e o fazer que vão compor a construção narrativa do romance, que por uma linguagem direta, brutal e econômica, vai tornar os capítulos fluidos e de ritmo rápido, pegando o leitor e indo na direção de um objetivo marcado.

O efeito de narrador-personagem que objetiva sua vida em função do tempo cronológico, ou seja, o tempo marcado por uma referência, como o sol, a lua, o dia, explicita um claro reflexo de Paulo Honório que sempre se guia por objetivos a serem cumpridos, para isso não mede esforços e está disposto a qualquer coisa para conseguir alcançar seus objetivos.

Como lembra Lafetá, Paulo Honório, por tudo passa, conquista e transforma em sua propriedade e assim encontra neste assinalamento do tempo sua expressão simbólica. É por meio da sequência rítmica, da sucessão de acontecimentos que explicita o tempo cronológico e marcado da narrativa que está associado ao fator propriedade, que vemos reforçar a caracterização de Paulo Honório como um rolo compressor e dínamo do sistema capitalista na sociedade.

Ainda com referência ao tempo cronológico da narrativa, podemos traçar o que representa a oposição, já mencionada de seu Ribeiro e Paulo Honório. Enquanto Paulo representa o elemento novo que traz modernidade e apuradas técnicas de pecuária e agricultura, seu Ribeiro, é o homem velho que pertence ao passado. Ele está cansado e fraco e já esteve no seu auge, mas agora o progresso e a urbanização do lugarejo em que vivera o reduz a miséria e subserviência a Paulo.

Junto a Lafetá podemos entender que o protagonista traz a força dos tempos novos que surgem, vencendo a inércia e quebrando os obstáculos. Nessa primeira parte do romance, Lafetá coloca que Graciliano traça o perfil do nascimento de um capitalista nato. Para ele, três ideias pertencentes à burguesia, estão intrinsecamente ligadas à caracterização de Paulo Honório, a ação transformadora, a velocidade enérgica e a posse total, em que toda a primeira parte do romance praticamente vai sendo construída por meio do sumário narrativo, como uma tentativa de pegar o leitor pela mão e levar até o momento em que o protagonista adquire a fazenda.

A Partir do capítulo nove, depois da posse de São Bernardo, no estilo narrativo prevalece agora a cena, o objetivo do personagem muda e os motivos vão sendo postos em explícito, por uma narrativa mais descritiva, até ir de encontro ao ponto central dessa parte do romance que é a ideia de se casar e possuir um herdeiro. Lafetá fala de motivos temáticos em função da busca por uma unidade que assim dão dinamismo e fluidez à obra. Assim, até conseguir também a posse de Madalena temos a volta precisa da marcação de tempo, mostrando que o sentimento de propriedade de Paulo é que o guia e mostrando que em quanto menos tempo conseguir aquilo que almeja, melhor é para seguir seu rumo de continuar conquistando.

O conceito de reificação aparece também no romance associado ao sentimento de posse que com relação a Madalena é representado e explicitado em crises de ciúmes por parte de Paulo. Nessa parte do romance surge então um novo obstáculo e o choque é inevitável. Madalena se recusa a entrar nesse jogo de reificação e os motivos que se surgem se organizam em torno deste novo motivo central que é o objetivo de Paulo Honório de reduzir Madalena a objeto possuído, à medida que Madalena escapa dessa relação de subserviência é que Paulo sente cada vez mais ciúmes.

Os capítulos que se seguem vão cada vez mais desgastando o relacionamento de ambos. Os acontecimentos que antes seguiam uma linha reta de tempo agora encontram-se enovelados, não existe mais só um objetivo em comum para narrador e personagem, é preciso explicitar os demais acontecimentos que fogem do controle do protagonista.

O esfarelamento psicológico do personagem então entra em ação e agora em uma estrutura de personagem-narrador com a marcação de um tempo psicológico experienciado e vivido apenas pelo protagonista, em que como lembra Lafetá, a verdadeira busca existencial de Paulo Honório começa, quando começa o seu romance. No caso quando ele para e se senta para escrever sua história de vida, é que ele vai ter real noção do estrago que causou em sua vida e nos demais. É quando este que é o tempo da enunciação que começa a ser representado é que notamos imediatamente a infiltração dos signos da subjetividade, a irrupção do monólogo interior e o abalo do ponto de vista pseudo-onisciente.

Assim, este é um livro difícil, mas de fundamental leitura para conhecer a dinâmica de construção de um Brasil que ainda hoje teme o fantasma do comunismo e que acha que o capitalismo é a resposta para um pleno desenvolvimento pessoal e econômico. Graciliano, assim como Machado, explicita por meio de seus personagens e alegorias um país bastante complexo e multifacetado, mas que suas literaturas dão ótimas pistas para compreender. Considero ainda o livro fundamental para assistir ao filme com um olhar mais atento e ver a forma magistral que Leon Hirszman consegue trabalhar com o tempo psicológico e cronológico, junto ainda a dinâmica de monólogo interior.

Curadoria para ficar de olho:

📖 Mediado por Kim Doria, o Clube do livro do Sesc Av. Paulista, em São Paulo, retoma na última quarta-feira de cada mês, a partir de Agosto, a leitura de obras de ficção científica e fantasia que de acordo com o produtor cultural e ex-BoiTempo o clube têm nessa edição “como proposta  reunir diferentes formas literárias que orbitam o imaginário de outros mundos possíveis”. Para acompanhar a programação clique aqui

📺 A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo. Filme que também abarca, por meio de um intenso sincretismo religioso e ludicidade, as questões de gênero, para falar sobre o universo infanto-juvenil. O filme foi multi-premiado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2025 e agora está na seleção de filmes brasileiros que pretendem ser o representante nacional na corrida do Oscar 2027, vale a pena entrar no seu radar para ser visto na Netflix, na ausência da tela grande. Mas, vale ficar de olho que sempre está rolando sessões especiais do filme, principalmente em São Paulo. Ainda sobre o filme indico também minha resenha crítica.

📖 Para discutir de forma acadêmica literatura infanto-juvenil deixo recomendado a coleção/livro, e o ensaio que escrevi: Infância, Subjetividade e Controle: uma análise de Heide sob as perspectivas de teóricos contemporâneos que vale a pena se você quiser entender mais sobre formação leitora e a possibilidade de entender crianças e jovens como sujeitos autônomos e críticos e que devem ter sua infância respeita. É só clicar aqui!

🎧 De Podcast tenho a indicação do Papo de Livro em que acompanhamos de forma divertida as conversas literárias de uma mãe e sua filha, de 7 anos, sobre os livros que elas lêem juntas, nos lembrando da qualidade crítica que crianças são capazes, quando são valorizadas enquanto sujeitos críticos e leitoras autônomas. 

🎧 E por último outro Podcast de um querido colega Francisco Carbone que junto com Leandro Luz discutem semana a semana os lançamentos do cinema nacional. O Tudo é Brasil é uma conversa gostosa, que em cada episódio conta com as principais notícias da semana, análise dos lançamentos nacionais mais importantes do período e entrevistas que aprofundam o nosso conhecimento sobre os bastidores do nosso cinema. São longos, mas vale a pena ouvir.

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