Rai Gutierrez e Tot

Após o EP “Encontros e Desencontros”, lançado em janeiro de 2026, composto por três faixas com enfoque em love songs, o primeiro som dos rappers da Alvorada em 2026, Tot (@totmalakh) e Gutierrez (gutierrez_oficiall), foi um feat com Cassol (cvssxl), rapper de Curitiba.
O som, produzido por Cassol, saiu pelo selo LatocaRecords, originário da região metropolitana de POA, fundado por Rai Gutierrez.
Na faixa, os rappers versam com estilo único, mantendo como tema central a derrocada da modernidade, fazendo jus ao nome da faixa homônima ao livro de Zygmunt Bauman “Modernidade Líquida”.
Rai Gutierrez trocou uma ideia com A Pista. Confira abaixo a entrevista completa.
A PISTA JORNAL: Como rolou essa parceria com o Cassol?
Rai Gutierrez: Nossas artes se comunicam bastante, então essa conexão foi de certa forma natural. Ele deu um salve através do instagram falando que estaria em Poa, colou no Latoca e trocamos ideias sobre as cenas do (RS) e (PR). Em seguida gravamos a faixa e o clipe foi gravado em outra ocasião.
A PISTA JORNAL: Poderia falar um pouco sobre a Latoca Records?
Rai Gutierrez: Somos um selo de rap da região metropolitana de POA que iniciou em 2012 na cidade de Alvorada, fundada por mim, Rai Gutierrez, com apoio do Dj Ita e do SekoBeatz.
Atualmente contamos com 11 artistas, entre eles, cantores, compositores, Dj’s, beatmakers, produtores fonográficos e audiovisuais.
A LA TOCA RECORDS tem o objetivo de desenvolver e solidificar a cena do rap na periferia, juntamos nossos conhecimentos para a produção e planejamento de carreiras, projetos musicais e sociais. Através da cultura hip hop promovemos o acesso a cultura e incentivamos artistas independentes.
A PISTA JORNAL: Como foi a produção desse som?
Rai Gutierrez: A produção ficou por conta do Cassol, tínhamos uns beats, mas optamos por criar algo na hora, ele sampleou, montou a bateria e começamos a escrever logo em seguida.
O processo da criação dessa faixa foi bem rápido.
O clipe gravamos umas semanas depois, na horla do Guaíba, no centro de Porto Alegre.
Juntamos um pessoal pra dar um suporte e gravamos as imagens logo que anoiteceu.
A PISTA JORNAL: Qual a origem do nome do som?
Rai Gutierrez:A parte de nomear a faixa é sempre a mais complicada, ouvimos algumas vezes e entendemos que o conceito “Modernidade Líquida”, que foi citado na minha parte, fazia sentido pelo conceito de sociedade atual, onde tudo é efêmero e volátil,
combinando com o contexto da música, que retrata várias dualidades em diferentes aspectos.
A PISTA JORNAL: Como é a cena na quebrada de vocês?
Rai Gutierrez: Em termos de proporção é inegável que São Paulo tem uma estrutura muito maior, até pela questão dos holofotes visarem sempre mais os eixos, então isso faz com que de certa forma artistas de outras regiões tenham que sair da zona de conforto e explorar esses eixos para fazer
sua arte chegar em outras pessoas e na própria indústria de maneira geral.
A cena daqui tem muito artista talentoso, mas que muitas vezes esbarra na limitação de alcance de público e de eventos, porque não tem essa grande movimentação como SP e RJ, por exemplo.
A PISTA JORNAL: O que podemos esperar para esse ano? Tem alguma prévia de próximos trampos?
Rai Gutierrez: Temos alguns videoclipes gravados, 2 eps, alguns singles e feats que fizemos desde o ano passado até agora. No Instagram já estão saindo algumas prévias das próximas que vão ser lançadas. Quem nos acompanha pode esperar que tem bastante novidade, e quem esta nos conhecendo agora e quiser nos acompanhar, fica o convite para seguir nas redes (gutierrez_oficiall), em breve lançamentos no canal do Latoca
e em todas as plataformas de stream.
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