Música

Kamille Viola: “África Brasil” e a sonoridade de Jorge Ben

A Pista conversou com a jornalista Kamille Viola sobre o seu livro “África Brasil: um dia Jorge Ben voou para toda a gente ver”

Foto: Daniela Dacorso/Divulgação

Kamille Viola é jornalista radicada no Rio de Janeiro há 21 anos e trabalha com jornalismo musical. Ela dedicou-se por 10 anos ao jornal O Dia, no qual ficou mais tempo. Já trabalhou em vários outros veículos de imprensa como Folha de S.Paulo, Estadão e O Globo. Fez pesquisas na área de música na TV Cultura. Colaborou com o canal Arte1 e com a Revista Marie Clarie. Sempre na área do jornalismo cultural, principalmente com relação a música.

África Brasil” é o primeiro livro de Kamille e faz parte da coleção Discos da Música Brasileira das edições Sesc, sendo o terceiro lançamento do projeto. A obra saiu apenas em versão digital por conta da pandemia, mas a previsão é a de que a versão física será publicada em 2021. Segundo a autora, ela e os editores estão esperando o cenário da saúde pública do país melhorar, para que seja feito um evento de lançamento. Além disso, o trabalho também será disponibilizado em inglês.

Para o futuro, Viola tem um projeto que era anterior a este livro, mas acabou sendo postergado. A obra em questão seria uma biografia autorizada sobre Martinho da Vila, mas por enquanto é uma produção independente e ainda não há parceira com uma editora.

A jornalista segue colaborando com o UOL, com a Revista Trip e com a União Brasileira de Compositores.

África Brasil (1976)

Capa: Aldo Luiz

“África Brasil” é o 14º álbum de estúdio de Jorge Ben. O disco é um marco da música brasileira. O cantor apresenta uma nova perspectiva em sua sonoridade, com a utilização de uma guitarra percussiva logo nos primeiros acordes da primeira música, “Ponta de Lança Africano”.

Segundo Jorge, em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura, “África Brasil” está na lista dos melhores álbuns de sua carreira juntamente com outros discos como “Samba Esquema Novo(1963), “A Tábua de Esmeralda” (1974) e “Solta o Pavão” (1975). O artista, no entanto, dá um destaque especial para o “A Tábua de Esmeralda”.

A Pista: Quando eu comecei a ler o seu livro, tive a sensação de imersão-documental em que cada vez menos se torna comum para os dias de hoje. Gay Talese fez isso com o Frank Sinatra e acho que você brilhantemente emula este formato. Então, qual é a história por de trás do livro em que ninguém conhece? As noites em claro escrevendo, as etapas de apuração, as entrevistas… Como foi o processo criativo e de desenvolvimento do livro?

Kamille Viola: Eu acho que existiram coisas com que os quais muitos jornalistas vão se identificar. A dificuldade de conseguir certas entrevistas com alguns artistas. Eu não consegui entrevistar todos os artistas que eu gostaria e chegou uma hora em que eu tive que desistir mesmo, porque eu tinha prazos e no meio do caminho tem a pandemia e foi muito difícil. Primeiro porque eu estava tentando ir atrás do Jorge Ben e eu tinha dado umas incertas no Copa Cabana Palace, porque eu sabia que ele estava hospedado lá e quando veio o anúncio das restrições, eu pensei como iria fazer…

…eu achei que a editora ia adiar o livro, mas ledo engano. Então começou uma pressão para cumprir prazos e aquilo foi [me] angustiando. Como eu conto, eu cheguei a entregar o livro sem entrevistá-lo. Foi muito frustrante, eu estava muito chateada, mas acabei conseguindo falar com ele por um outro projeto. O processo se deu em um ano muito atípico. Toda a frustração de não lançar a versão física, de não fazer um lançamento presencial, de não participar de nenhum evento presencialmente, tendo que cuidar de questões da casa. Eu e meu marido estamos até hoje trabalhando em casa e em isolamento, a gente praticamente não viu alguém…

…acabei vendo minha família porque eu perdi meu padrinho e tio já no processo final do livro. Eu entreguei o livro e meu padrinho tinha sido internado e ele foi piorando no meio deste processo, quase dois meses internado por COVID [19] e ele morreu uma semana depois do livro ser lançado. Quando saiu a primeira grande matéria na Folha de S.Paulo o meu padrinho morreu. A gente era muito próximo, muito amigo, ele era mais do que um segundo pai. Realmente para mim e para meus irmãos. Então houve sentimentos misturados, por estar feliz por causa do livro, mas triste por essa grande perda familiar e todo o processo de fazer o livro, tendo que fazer meus trabalho como freelance, tendo que dividir as tarefas de casa com o meu marido, vizinho fazendo obra quase que o período do isolamento inteiro, é a parte nada glamorosa deste processo.

Ainda sobre essa parte, eu acho que a pesquisa foi me dando muitas pistas, foi me dando insight, as intuições. Intuição é engraçado, eu até acredito em coisas metafísicas um pouco quando eu estava estudando alquimia, quando eu fui convidada para fazer este livro, mas eu vejo a intuição como algo que tem muito a ver com a experiência…

…eu vejo a intuição como uma sabedoria de instinto de sobrevivência. É uma sabedoria que os animais tem, que com o ser humano não é diferente, que ela tem que ser mais rápida do que o intelecto, porque dela muitas vezes depende a nossa vida e eu acho que com a experiência nossa intuição fica melhor. Eu tive muitas intuições com esse livro e as entrevistas e as pesquisas foram confirmando estas intuições e foi muito bom. É uma pesquisa que não termina com esse livro. Quem sabe um dia eu vou escrever mais sobre o Jorge, tem algumas coisas em que eu falo nas entrevistas que não estão exatamente no livro também. É muito fascinante quando você admira a obra de um artista como eu admiro a do Jorge, você tem a possibilidade de mergulhar nela e nas histórias que cercam ela. Claro que algumas coisas vão ficar sem resposta, algumas pessoas envolvidas nesse livro já morreram, algumas coisas só o Jorge sabe e ele não vai contar, mas a gente vai tentando ir pelas brechas e descobrir alguns mistérios desse sábio discreto e silencioso.

Outra coisa bacana é que o Jorge é muito querido. É um artista muito querido e tanto o organizador da coleção quanto o editor também são muito fãs e eles foram ficando envolvidos pelas histórias e eu fui trocando com eles e isso é muito legal.

Kamille perdeu seu tio e padrinho em decorrência da covid-19. Ele ficou quase dois meses internado. Fica aqui uma humilde homenagem da Pista para Kamille, seus familiares e todos aqueles que de alguma forma sofreram e sofrem com a pandemia. Nosso carinho às todas e todos. Foto: Reprodução/Instagram

AP: Invariavelmente eu me pego escutando o Acústico MTV do Jorge, porque lá tem ele usando o violão plugado, a Banda do Zé Pretinho espetacular e aquela orquestra que eu nem sei descrever o que sinto quando escuto aqueles violinos em ‘Taj Mahal’. Dizem que o violão do Jorge não era Bossa Nova, não era Samba e nem Rock, era Jorge Ben. Você poderia fazer uma contextualização das obras do Jorge com violão e das obras com a guitarra rítmica? Você acha que essa transição tem alguma relação com os debates ao redor da utilização da guitarra, principalmente no final da década de 1960 com 3º Festival de Música Popular Brasileira?

KV: Eu tento dar uma pista com o que o Luiz Antônio Simas fala do violão do Jorge… Que ele tem muita influência dos toques de terreiro e eu acho que esse é o sabor diferente, é o tempero que o violão do Jorge tem e que ninguém tem. O Jorge era muito influenciado pela Bossa Nova quando ele surgiu, claro, mas ele tinha toda essa bagagem de cultura negra brasileira, que estava entranhada nele, que ele vivia isso intensamente desde muito novo. Bloco de Carnaval, Escola de Samba, Roda de Jongo, Terreiro de religião de matriz africana… Ele não fala muito, mas isso é evidente na música dele e eu acho que ele não falava muito sobre também pelo racismo religioso que na época era mais explicito, até da imprensa, então eu acho que tem esse diferencial dele de sempre ter o toque de terreiro como um dos nortes dele, e não só o toque de terreiro, mas a musica afro-brasileira em geral…

…a transição para a guitarra, segundo o Dadi [Carvalho], acho que pode ter a ver com as questões da época, a proximidade dele com os tropicalistas… Não é na época que ele se aproxima dos tropicalistas que ele troca, eu acho que tem que ver com aquilo que o Dadi [Carvalho] fala dele não ficar satisfeito com o som do violão nos shows porque era difícil microfonar na época. Era difícil reproduzir ao vivo o som que tinha no estúdio e, claro, depois ele foi se abrindo para outras sonoridades, para o funk e o soul norte americano, e aí a guitarra foi fazendo sentido neste contexto também…

…ele não faz um som jamais que seja uma imitação, uma emulação de algo, mas no ‘África Brasil’ ele tem bastante desta influência, então nesse contexto faz sentido ele trocar e ele vai indo cada vez mais para esse caminho do samba-funk e isso se tornou uma característica do Jorge. Então acho que começa com esse perfeccionismo dele, esse desejo de ter um som bom nos shows, e aí depois acaba casando com as influências sonoras dele na época que aí sim tem muito a ver com o que o Rio estava vivendo, o movimento Black Rio e os bailes [black]. O Jorge chegou a tocar em vários subúrbios e ele tá no imaginário das pessoas que frequentavam esses bailes.

AP: Em “África Brasil”, os primeiros acordes do álbum traduzidos pela música “Ponta de Lança Africano” começam com uma guitarra. Simbolicamente isso delimita o que seria a sonoridade do disco dali em diante, mas o Jorge reproduz o que é a miscelânea chamada música brasileira. Observo que ele consegue mesclar ritmos latino-americanos ao funk norte-americano, mas para você, musicalmente, qual é a sonoridade de “África Brasil”? Se você pudesse criar uma cartilha de estudo da sonoridade do álbum, como ela seria?

KV: Nesse álbum especificamente tem uma mistura grande a meu ver, tem essa bagagem toda afro-brasileira que eu já tinha falado… Música de terreiro, música nordestina como baião, como o próprio maracatu que ele cita bastante, tem a influência da música norte-americana, o soul e o funk. Tem uma influência que ele já tinha incorporado na sonoridade dele, do blues. A maneira dele cantar é uma maneira ‘jorgebeniana’ de reproduzir essa famosa capacidade dele de musicar qualquer coisa…

…vem muito da leitura que ele faz do mundo. Não é que ele faça blues, não, mas ele pegou aquela técnica, entres aspas, de musicar e de cantar qualquer coisa. Ali ele tem uma influência de canto falado, de spoken word, o que também na década de 1970 estava em alta nos Estados Unidos. O Jorge viajava bastante, acho que ele tinha contato com a música norte-americana, existem evidências de que ele tinha e, sim, tem um tempero latino americano de países vizinhos, porque o percussionista do Jorge, o Joãozinho da Percussão, ele tocava instrumentos cubanos, então acho que isso era proposital. Foi uma escolha do Jorge de ter essa sonoridade também. Para mim é como se ele fizesse uma síntese da música, da diáspora negra, juntando com a influência direta da fonte que é os toques de terreiro, música das religiões de matriz africana que preserva demais a sonoridade africana. Então acho que é isso, faz como ninguém uma espécie de síntese, mas mais do que uma síntese, ele faz uma amálgama mesmo desta sonoridade, ele faz uma alquimia pra usar uma palavra que ter a ver com ele.

“África Brasil: um dia Jorge Ben voou para toda a gente ver” — Coleção discos da música brasileira

Divulgação/Reprodução

AP: Toda obra é um espelho de uma conjuntura social, política e econômica. O que era o Brasil musicalmente e socialmente em 1975 e como podemos entendê-lo a partir da perspectiva do “África Brasil”?

KV: O álbum na verdade é de 1976, tá… Eu digo que nesse álbum, ele faz um panorama de vários assuntos que são caros ao Jorge Ben, porque tá ali [o] futebol, tá ali a celebração da negritude, tá ali o amor, tá ali alquimia, que naquela época ele estava muito nessa, tanto que eu considero esse álbum o último da trilogia mística do Jorge, porque ele ainda fala de alquimia. Ali tá o medievalismo, que também conversa com essa admiração que ele tem pela alquimia, tem ali uma história que é onírica, a história de Jorge que é uma história infantil, mas é ao mesmo tempo fantasiosa. Isso também tem a ver com o Jorge, essa capacidade de criar esses universos mágicos e que também tem a ver com o medievalismo, porque na idade média a gente não tinha essa separação entre o fantástico, o encantado e o real, como a gente tem hoje tão delimitado, anjos e demônios faziam parte do dia a dia das pessoas…

…e ainda personagens históricos que são dois personagens históricos negros… Bom… têm três músicas na verdade com personagens históricos porque “Taj Mahal” também tem a ver com isso. Então ele também faz esse panorama nesse disco e eu acho que esse panorama, além dele dizer muito sobre o Jorge Ben, como você falou, ele diz muito sobre o Brasil da época sim, porque alquimia tem a ver com aquelas conversas de Nova Era, Era de Aquarius que era algo muito em alta na época. E não por acaso, hoje em dia também. Acho que esse álbum ele também conversa muito com os dias de hoje, porque as questões da negritude, também são questões que estão sendo muito debatidas hoje, a questão de resgatar a memória de figuras negras importantes no Brasil que foram apagadas, então ele já estava fazendo isso ali…

…o futebol, as pessoas que acusam o Jorge de ser despolitizado, um dos motivos deve ser pelas músicas de futebol, porque o futebol e a seleção brasileira foram usados para vender a imagem do Brasil como esse lugar maravilhoso, pacífico, uma democracia racial. Então o futebol era um dos orgulhos do Brasil, fazia parte desse imaginário do orgulho de ser brasileiro. Então isso dialoga muito com o período e a questão da negritude, os movimentos negros apesar de eles sempre terem existidos no Brasil, o MNU, acaba formado oficialmente, dois anos depois do ‘África Brasil’. E na verdade, assim, ele foi formado em 1978, mas isso não significa que já existia um movimento se articulando naquele momento. Existiram desde sempre, claro, né? Se a gente for falar dos quilombos, depois dos movimentos de empregadas domésticas que sua maioria eram e são negras até hoje, sempre existiram, mas acho que naquele momento também dialogavam com a força da luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Então isso tem a ver também, o Jorge já vinha ligado nisso, porque ele já tinha lançado em 1971 um disco chamado “Negro é Lindo” que era um dos slogans da luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos.

…e aí no “África Brasil” não foi diferente, acho que o Brasil vivia esse momento, um momento de ruptura com essa falsa ideia de democracia racial que durante muito tempo vigorou aqui e até hoje tem gente que resiste, diz que no Brasil não tem racismo… Esse álbum reflete muito [o clima social e cultura do Brasil], mesmo tendo as suas incoerências, porque enquanto você falar da negritude, você falar de Zumbi que era um revolucionário, isso rompe com o Status Quo da época. Você celebrar o futebol era algo que era agradável e todo artista, todo ser humano tem suas incoerências, tem seus paradoxos e o Jorge não era diferente e está tudo presente ali. Obviamente o impacto desse imaginário negro construído ao longo da obra dele foi muito importante.

AP: Existe um especial do Jorge na Energia 82 em que ele possivelmente reúne alguns dos artistas mais icônicos da história da música brasileira. Como era aquele período da música no Brasil e o que aquele show-especial simboliza?

KV: Murilo, eu tenho esse DVD, porque esse especial foi lançado há uns anos em DVD. Acho que na carreira do Jorge simboliza um período que ele foi na Somlivre e aí faz todo sentido ser um especial da Globo, gravado no Teatro Fenix, tem vários artistas na plateia… É um período que a TV foi importante para a música brasileira, ao meu ver. Os clipes no Brasil eram praticamente, sei lá, estreia de clipe era no Fantástico, os clipes eram feitos no Fantástico, o próprio Jorge tem clipes no Fantástico, alguns que ele lançou bem depois de lançar o disco tipo “Os Alquimistas estão Chegando”, “Zumbi”, mais tarde tem o “Ive Brussel” que é famoso dele com o Caetano. Era um período em que a TV era importante para todos aqueles artistas ali, ele estava nos especiais de TV, o Jorge mesmo fez um especial infantil no Pirlimpimpim, Fábio Júnior era um artista que se dividia entre a carreira de ator e a de cantor. Acho que a importância da TV Globo era tão importante que o Tim Maia no período que foi banido da Globo, esse período foi muito prejudicial para ele. A gente não tinha MTV, [a TV] era uma forma de divulgação muito importante, a gravadora Somlivre era uma gravadora grande… Acho que esse especial simboliza isso, claro, trazendo artistas que gravaram Jorge, Gal [Costa] e Baby [do Brasil]. Gal foi uma das artistas que mais gravaram Jorge, trazendo Tim Maia, que era amigo dele desde a adolescência e que a sonoridade tinha a ver, embora o Jorge tivesse uma sonoridade própria, o Tim também tinha essa influência da música norte-americana, música brasileira, eles tinham essas afinidades, o Jorge era mais velho e o Tim fazia até piada disso, mas foram contemporâneos e próximos de movimentos. Esse especial traz pessoas que fazem sentido, o Luiz Wagner, o Jorge compôs uma musica para ele, a MPB estava em alta, era muito POP, era o que tocava nas rádios, a década de 80 era um período de muito sucesso comercial para os artistas da MPB.

AP: Kamille, para aqueles que querem escrever sobre música. Quais as suas dicas, sugestões e orientações?

KV: Minhas dicas para quem quer escrever sobre música… Olha, não é fácil, o jornalismo desde que eu me formei, desde que eu entrei para a faculdade era uma profissão em crise. Não costuma ser uma profissão que dê muito dinheiro para a maioria como outras, mas acho que se fosse isso que norteasse, acho que a gente não teria tantos jornalistas. Acho que muitos dos jornalistas de músicas, muitos jornalistas de cultura em geral vem de uma coisa autodidata, a gente vai estudar muita coisa sozinho, a gente procura se informar sozinho e felizmente hoje em dia, pelo menos o acesso é mais democrático, a gente encontra muita coisa na internet, a gente pode pesquisar revistas e jornais antigos pela internet… Antigamente era tudo mais complicado ou você tinha que ir pessoalmente a um acervo, uma biblioteca, um arquivo ou você tinha que ter dinheiro para comprar revistas, jornais, hoje esse acesso é um pouco melhor. Claro… tem muita informação e aí que tem que pesquisar bastante para poder distinguir a informação correta da informação errada. Tem muita informação errada que se espalha hoje em dia pela rapidez da própria internet, pela própria dinâmica das redes sociais, mas acho que se a pessoa se dedicar a apurar bastante, apurar no sentido jornalístico de pesquisar, de entrevistar gente, de correr atrás da informação. Essa é a minha maior dica por mais básica que seja.

Foto: Daniela Dacorso/Divulgação

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